domingo, 6 de dezembro de 2015

O dia em que fui assistir HIPERATIVO com Paulo Gustavo

Duas semana antes do show eu ja estava em desepero por achar que não ia poder ir, dois dias antes eu ja estava fazendo greve de fome, até que no dia 29 eu descobri que iria (ganhei a entrada como presente de aniversário), fiquei trifeliz e me mandei pro local onde aconteceria o show (pra ter certeza que ainda ia encontrar entrada pra comprar, tive que ir cedo), cheguei la às 17h (o show foi divido em duas sessões, a de 18:30 e a de 20:30), decido-me pela de 18:30 e me dirijo ate a bilheteria, a atendente me informa que so há vaga nas laterais e frisas( lugares nada bons), pergunto a ela se não há mais nenhum na Arquibancada(um pouco melhor ) ela então encontra um afirmando ser um ótimo lugar, porem eu nem me preocupo em olhar onde se localizava, apenas pago e pego o bilhete, quando começamos a nos organizar dentro do teatro procuro meu lugar e descubro que fiquei praticamente na lateral (porem ainda com uma vista melhor que quem realmente estava na lateral), fico com um ódio mortal da atendente (xingo até o hamster que ela talvez nem tenha ), acabo tendo que me conformar e me sento no local indicado no bilhete, finalmente o show começa e apenas no video de abertura eu já estou  em lágrimas (Não sei se pela emoção do video, ou pela música extremamente de terror  e suspense que colocaram nele), após o video PG faz sua entrada triunfal com uma coreografia maravilhosa, enxugo as lágrimas e prometo pra mim mesma nao chorar ate o final do show, entretanto, Paulo Gustavo com toda sua imprevisibilidade resolve no meio do show passar pelo meio do público pegando na mão de algumas pessoas, quando ele desce do palco eu já fico atazanada, por eu estar um pouco longe do palco logo suponho que ele nao irá passar por onde estou (visando tambem o lugar ruim que a vagaranha da atendente me colocou), e começo a chorar, pra minha surpresa ele passa exatamente na fileira onde estou e eu entro em desespero de tanta emoção (na mesma hora agradeço mentalmente a atendente e peço desculpas, pois houve lugares nos quais a vista era melhor e ele não passou ), quando ele pega na minha mão acaba não percebendo minha reação, mas ao soltar ele acaba por olhar pra trás e me vê nesse  estado (ele faz uma cara de quando alguem acha o outro fofo, sabe? ) e volta pra pega na minha mão (eu realmente me achei muito burra nesse momento por não ter conseguido falar pra pedir uma foto), quando ele já está no palco novamente eu não consigo parar de chorar, e o show continua, após mais algumas histórias ele finaliza o show e se despede do público, corro desesperada até o palco, mas ele já havia saído, me junto a umas 5 meninas e vamos ate os seguranças implorar para que ele volte pelo menos pra uma foto em grupo, imploramos ate que elas desistem e eu fico ali sozinha, o segurança chega a se sensibilizar, mas diz que de fato não pode fazer nada, alguém com uma influência maior na equipe (uma mulher) chega e me tira do local (porque teria outra sessão, então tinham que arrumar todo o teatro novamente), saio contrariada.
Já do lado de fora insisto em ficar no local, observo o público entrando para a sessão seguinte e avisto um repórter local entrevistando um rapaz, me aproximo e ouço ele dizer que iria no camarim do PG, quando o repórter termina a entrevista eu vou ate ele e me apresento, pergunto se ele realemente vai ao camarim,  e ele diz que nao sabe se PG irá atende-lo e me informa que foi somente convidado para assistir (ele falou isso tudo com grosseria), agradeço e deixo que ele entre para assistir, avisto novamente a Mulher maioral da equipe ( QUE ME EXPULSOU DO TEATRO ANTERIORMENTE) , vou ate ela e pergunto se nessa sessão ele tiraria fotos, e ela responde que ele não esta tirando fotos e sai andando me deixando falar sozinha, penso em quando será que ele viajaria, e então novamente me aproximo dela e pergunto se ele viajaria ainda esta noite, e ela afirma que sim (logicamente eu discordei mentalmente na hora , claro que a verdade é sempre o oposto do que assessores falam), me afasto e decido ir embora, e talvez ir no aeroporto caso ele nao viajasse nessa mesma noite.

Do lado de fora do Teatro caminho ate o ponto de onibus e paro em frente a uma banquinha de doces onde uma senhora toma conta das vendas, fico ali esperando o onibus, ate que uma garotinha (identica a Marcelina do filme Minha Mãe é uma Peça) aparece, eu sorrio internamente pela aparencia familiar da garota, e a vejo sentar junto com a senhora que me pareceu ser sua mãe, a senhora tenta amarrar o cabelo da garota que reclama dizendo que o penteado é muito infantil, momentos depois se aproximam dois homens, um aparentemente o pai da garota e o outro amigo da familia, eles traziam consigo um pacote enoooooorme de pipoca, e um copo enoooooorme de refrigerante (aqueles que da pra voce e sua familia beberem e ainda sobra pra distribuir no seu bairro) nunca tinha visto um copo tao grande antes, os olhos da garota brilham, quando eles chegam perto ela agarra o copo o abraçando e diz " Mãe é tudo meu, eu quero esse só pra mim" , morro de rir com a cena e tento disfarçar (o que é quase impossivel), penso que nao é mais so a aparencia que é igual a Marcelina.
Minutos depois meu onibus chega e antes de ir olho pra trás e noto que o copo de refrigerante ja esta quase pela metade, entro dando gargalhada e o motorista me olha totalmente incrompreensivo ( o que pra mim foi normal, afinal quem ia adivinhar ?).

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